13 de setembro de 2009

Presente de Mãe

Sabe meu Dengo, no dia das mães que eu fiquei só... aquele dia foi péssimo. Porque eu estava sozinha e também porque estava doente. Ai, mais do que nunca, percebi o quanto precisava do carinho do meu filho. E precisava muito!
É muito complicado para nós, mães, entendermos certas atitudes dos nossos filhos. Mas no dia seguinte, você me fez pensar bastante nas minhas atitudes como mãe, desde o inicio.

Você me perguntou como costumávamos comemorar datas especiais. Ai parei e pensei...
Puxa! Minha mãe foi tão especial! Ela soube muito bem fazer todas as datas serem realmente especiais, principalmente os dias das mães e dos pais. Mas acredito que para ela foi muito mais fácil. Tinha o meu pai perto dela e, olha que isto não foi o incentivo, pois partiu só dela, e ele aprendeu com ela também.
Por que o comentário? Porque quero justificar as minhas atitudes pelo fato de ter me separado? Não, por quê quero admitir que errei mesmo e feio no ensinamento que dei ao meu filho, de valorizar cada data comemorativa. Sabemos que uma separação só complica, mas não justifica certas atitudes que temos.
Eu tive várias vezes a vontade de comprar um presente e pedir a meu filho que desse ao pai dele no dia dos pais, mas desistia sempre. Pensava mais em mim, em meu orgulho e não na atitude boa de presentear e lembrar sempre desta data especial com muito carinho.
Se eu tivesse pensado mais em meu filho... Que aquele gesto faria parte da sua vida, e que até futuramente eu mesma desfrutaria deste gesto, teria feito diferente. Mas, no passado achei que não teria retorno. Achava que o pai dele não faria o mesmo por mim.
Mas de que adiantou eu ter pensado no retorno, se o retorno eu cobro agora do meu filho? Depois que pensei bem no meu passado, perdoei com mais facilidade a displicência do meu filho e vi que ali só era consequência da atitude que eu não tive.
Difícil... Olhar pra trás...E ver que deixei de ter atitudes simples e grandiosas, mas é mais fácil cobrar atitudes do que adotá-las. Nossos filhos dependem muito da nossa educação, dos nossos ensinamentos... Só que estamos mais preocupados com grandes gestos do tipo: Dar uma boa educação em um boa escola e esquecemos destas coisas tão singelas e que são tão importantes.
É tarde pra isto? Claro que não! Só que vai demorar mais tempo. Mas acredito que não custa tentar.
E você, o que acha? Você se vê nesta história? Já viveu algo parecido? Pois bem, pessoas diferentes, histórias diferentes e com os mesmos desejos de carinho e atenção dos nossos filhos.


Luzeny Moura

6 de setembro de 2009

Aborto vivo!

Eu estava trabalhando quando chegou uma garotinha com sua avó que é cliente do ateliê onde trabalho. Que garotinha linda! Olhos grandes, de cor morena e tinha apenas 5 anos.

Criança aparentemente normal, curiosa, esperta e logo começou a chamar minha atenção com varias perguntas:

-Você é casada?
-Não sou. Sou separada.
-Por que você se separou?
-Deixei de gostar.
-Você tem filho?
-Sim, tenho.
-Ele mora com você?
-Sim.
--E ele vê o pai?
-Várias vezes por ano.
-Ele gosta do pai?...

Caramba! Fiquei impressionada com tantas perguntas que combinariam mais com um adulto curioso... Só que saíram da boca de uma linda garotinha de cinco anos que vive com uma avó. Ela tem mãe e pai, só que eles não vivem juntos. Até tentaram logo no inicio, no nascimento dela. Não deu certo e logo se separaram. Ela viveu um tempo com a mãe, que por falta de trabalho e outros motivos que desconheço, logo teve que ir embora da cidade onde vivemos. A menina ficou aqui por um tempo com essa avó, até que a sua mãe, se sentindo mais firme, pediu que ela fosse ao seu encontro, foi...não sei o porquê, mas a garotinha teve que voltar e viver com a avó paterna (de novo). E o pai? Ah, o pai só tem nome de pai. Ele abriu mão desse papel, da responsabilidade de tê-la por filha. Ele deixou essa “tarefa” para a própria mãe e ignora aquela linda garotinha.
 
Aquele encontro foi marcante para mim. Desde que a menininha me “entrevistou” que tenho refletido muito sobre uma coisa: O aborto é crime pela lei dos homens e é pecado perante a lei de Deus. O que não deixa de estar correto.

Mas que classificação daríamos a esta atitude? Deste descaso...? De certa forma, essa ausência, a falta de compromisso dos pais biológicos é uma maneira de matar uma criança, e de fazê-la amadurecer à força, e preocupar-se em viver no mundo e com os problemas das pessoas adultas... Uma menina linda sem referência de família, sem infância... Que futuro podemos esperar pra esta linda garota?

Quando decidimos ser conscientes disso pra não abortar, temos que ter outra grande consciência: Que criar uma criança não é fácil! E precisamos ter grandes responsabilidades - De pelo menos nesta fase de suas vidas, deixar a natureza falar mais alto, porque criança tem que ter problema de criança!.
 


Luzeny Moura

31 de agosto de 2009

Coisa de Criança: "Any Titia, Simples Assim"

De primeiro estalo o nome deste Blog seria somente "Simples Assim", mas como já existia... pensamos em "Any Simples Assim"...
Mas por que este nome?
O nome Any tem uma linda história, vou lhes contar.
Meu sobrinho Mariano quando começou a falar, só conseguia chamar Any e não Luzeny, meu nome. Achei gostoso o nome que ele me deu, então não corrigia quando chamava assim.
Achei lindo! Pensei: Vou aproveitar enquanto posso, pois ele quando crescer vai mudar o jeito de me chamar, que geralmente é o normal de toda criança.
Contrariando a regra, até hoje ele me chama assim e detalhe não é "Titia Any" e sim "Any Titia", que ao meu ver fica mais carinhoso. Adoro!!
Nós seres humanos costumamos idealizar as pessoas, eu por exemplo, tenho um filho e gostaria que este carinho tivesse partido dele. Ele quando criança, me chamava de “mainho”, adorava, mas ele foi pela regra, cresceu e mudou. Que pena!
Hoje penso assim, ainda bem que foi com meu sobrinho este carinho, pois ele já não está aqui perto de mim, foi morar em outra cidade com sua mãe. Ficou só as lembranças boas.
E o meu filho? Hum! Eu nunca vou deixar de amá-lo. Eu recebo muito carinho dele e acredito que receberei vários carinhos "Simples Assim" como esta história.

Luzeny Moura